domingo, 7 de novembro de 2010

 Os peregrinos, de espinho e chifres,
Trazem venenos e um cetro.
Tempos impróprios
Para boas intenções.

O último deles traz más notícias
O profeta sofre
Todas as cidades, todas as fortalezas
Os muros no chão.

Se queres descer, basta dizer
O mais difícil é cair de pé
Enquanto a estrela sangra
E o veneno alimenta.

As gaiolas cantam, o cabelo cai
As pétalas caem em silêncio
Ninguém sabe o nome dos mortos
Caminhos de cruzes, sem Cristo

Cidade infestada de praga e peste
O circos chegou
E mil palhaços tão sujos, doentes
Vendem um disco cada um.

Você pode segui-los à vontade
Eles não vão a nenhum lugar
Os condenados repousam
Nas ruas vestidas tristemente.

Você pode acreditar em seus laços
E terminar sem nenhum
Pode protestar também
E os prédios não vão cair.

Na praça sem bancos
Os mendigos se arrastam.
A prostituta se esconde
Da sua primeira noite.