Os peregrinos, de espinho e chifres,
Trazem venenos e um cetro.
Tempos impróprios
Para boas intenções.
O último deles traz más notícias
O profeta sofre
Todas as cidades, todas as fortalezas
Os muros no chão.
Se queres descer, basta dizer
O mais difícil é cair de pé
Enquanto a estrela sangra
E o veneno alimenta.
As gaiolas cantam, o cabelo cai
As pétalas caem em silêncio
Ninguém sabe o nome dos mortos
Caminhos de cruzes, sem Cristo
Cidade infestada de praga e peste
O circos chegou
E mil palhaços tão sujos, doentes
Vendem um disco cada um.
Você pode segui-los à vontade
Eles não vão a nenhum lugar
Os condenados repousam
Nas ruas vestidas tristemente.
Você pode acreditar em seus laços
E terminar sem nenhum
Pode protestar também
E os prédios não vão cair.
Na praça sem bancos
Os mendigos se arrastam.
A prostituta se esconde
Da sua primeira noite.
domingo, 7 de novembro de 2010
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